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Resenha: A Seleção


   
     Como eu disse na resenha de Uma Garrafa no Mar de Gaza (confiram aqui), a Editora Seguinte está com um catálogo esplêndido e hoje venho, novamente, fazer resenha de um livro deles. O livro em questão é A Seleção.

     A sociedade em questão é Illéa, localizada nos Estados Unidos da China, antigos Estados Unidos. Lá, o lugar é dividido em castas, até a casta 8, se não me engano. Cada casta é responsável por alguma funcionalidade em Illéa – sim, exatamente só como os distritos, só que os critérios de divisão das castas são diferentes.

     Illéa é governada pelo rei e pela rainha. De anos em anos, é uma escolhida uma sucessora para o trono e ela tem que ser uma pessoa ‘‘do povo’’.  Ocorre então a Seleção, onde trinta e cinco garotas são selecionadas para uma ser a futura rainha.

     A protagonista da história é America Singer, uma jovem ruiva da casta Cinco, a casta dos artistas. America é apaixonada por Aspen, um garoto de uma casta inferior que vive para trabalhar e sustentar sua mãe e irmãs.

“Ele era moreno, tinha olhos verdes e um sorriso que fazia você pensar que ele estava escondendo alguma coisa. Era alto, mas não alto demais. Magro, mas não magro demais.”

     Sendo da casta Cinco, uma das mais inferiores, Mer, - que é como Aspen a chama – tem que trabalhar muito para conseguir pouco dinheiro e ajudar a família. Quando começa a Seleção, ela se recusa a participar, mas por insistência de seu namorado, se inscreve. E America é selecionada.

''Nenhuma das opções me parecia muito boa. E a ideia de entrar em um concurso que o país inteiro acompanharia só para ver um riquinho esnobe escolher a moça mais linda e sonsa do grupo para ser o rosto calado e bonito que apareceria ao lado dele na TV... era o bastante para me fazer gritar. Haveria humilhação maior?''

     Antes de entrar no castelo, Mer sempre teve a impressão que o príncipe Maxon era um cara idiota, mesquinho e que não tinha nem capacidade de arrumar uma namorada para si mesmo então tinha que pedir a outras pessoas para fazer isso. Quando chega ao palácio, America se depara com um rapaz super fofo e atencioso que não tem experiência nenhuma com garotas. Sim, sou team Maxon.


“Eis o homem que ia liderar nosso país: alguém que era vencido por lágrimas. Era engraçado demais.”

     O livro é contado em primeira pessoa, com America com narradora. A escrita é bem detalhada, mas nada que seja irritante. Apesar de uns termos incomuns, não é difícil de entender a história.

     A Companhia das Letras fez um trabalho admirável com o livro, desde a capa até a diagramação – que é simples, mas eu gosto assim. Duas páginas do meu livro caíram, não sei se aconteceram com outras pessoas, mas foi algo realmente inesperado por mim.

     Não sei se vocês sabem, mas eu sou muito fã de distopias. Tipo, muito mesmo. Depois de sobrenatural, é meu gênero literário favorito.

     A Seleção foi decepcionante. Foi bom, mas poderia ser melhor. Conhecem essa sensação? A leitura é rápida e flui fácil, o que ajuda bastante. Sem falar em Maxon e Aspen, os dois mocinhos da história que são lindos e apaixonantes cada um à sua maneira.

     Conheço pessoas que amaram o livro, mas também conheço algumas que não gostaram nenhum pouco. Ou seja, você só saberá se ler.

     A Elite, a sequência de A Seleção, sairá em abril desse ano. :)

     AH SIM, os direitos de adaptação foram comprados e o livro virará série de TV produzida pela CW, mesma emissora de The Vampire Diaries.


Trilha Sonora Indicada




Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
 Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

Book Trailer



11 comentários:

  1. Que blog fofo! :)

    Bem, eu ainda não li A Seleção, tenho vontade de ler, mas entendi os pontos que você colocou na sua resenha...

    Quando ler, te conto o que achei! :B



    :*
    Mi
    Inteiramente Diva

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  2. Eu li este livro e amei, achei que a America tinha que ficar com o Maxon, ele é divo, perfeito e muuuuuito bebê. Não gostei do Aspen, achei ele nojento e autoritário. Estou super ansiosa pela continuação. E adorei saber que foi a CW que comprou os direitos, amo TVD sem ter lido os livros, com certeza vou amar a série que vai ser inspirada no livro. Fico aqui no aguardo!

    http://leituramagnifica.blogspot.com.br/

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  3. Lô!!!! Por favor, disse tudo na resenha <3 Achei a mesma coisa na resenha, só que eu, má como sou, nem vou fazer uma porque se não ia acabar com o livro (sem descer do salto ~eu ACHO~). Maaaaas, existem pessoas lindas nesse mundo como você que sabe fazer resenhas do jeito certo (pfvr, necessitada dessa receita).
    Bom, eu achei a America uma protagonista muito "zzzz" e o final me fez ficar com raiva dela. O livro tinha tudo pra entrar pros meus favoritos, mas rendeu meras três estrelas.
    Agora é esperar a continuação né... MAXON LINDO (!!!!!!)

    Beijocas

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  4. Embora eu seja fanático por distopias, acredito que A Seleção não seja um livro ideal para mim. Mas apesar disso, tenho uma pequena curiosidade de conhecer a história. Quem sabe algum dia...

    Ótima resenha!

    Abs

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  5. Oie Lorena
    eu gostei muito de A seleção, embora não tenha se tornado um dos meus favoritos.
    Ache a America tão chatinha às vezes, que fiquei desejando que ela fosse embora da casa kkkkkkkkkkk bjs Jack do My book lit

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  6. Estou doida para ler A Seleção, mas tá difícil comprar haha :(
    Sua resenha ficou muito boa, e — infelizmente — aumentou ainda mais minha vontade de lê-lo.
    Beijos, Anna
    http://16livros.blogspot.com

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  7. Blog incrível!

    preciso ler esse livro ! rsrs

    tô seguindo a sua página *-*

    Obg por comentar lá no Blog "O Clube da Meia Noite"

    bjbjs

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  8. Adorei "A Seleção" *---*.
    Apesar de achar que um ponto ou outro, na minha opinião, precisar ser mais trabalhado - a parte distópica da história, o livro me conquistou. É leve e muito divertido. Passa uma energia muito boa :)
    Aguardando ansioso o "A Elite".

    P.S. Até agora, nenhuma folha caiu do meu exemplar não, rs.

    João Victor, Amigo do Livro
    http://amigodolivro.blogspot.com.br/

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  9. Ainda não li A Seleção, mas por se tratar de distopia me interessa muito. Li algumas resenhas bem positivas, a premissa do livro é boa. É uma pena que não tenha sido tão bom pra você. Eu espero gostar (:


    Beijo:*
    Naty.

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  10. Eu e o
    livro A Seleção tivemos um caso de amor a primeira vista, logo que vi amei a
    capa e depois fui lendo mais e mais resenhas sobre ele e me apaixonei
    completamente. Sempre amei contos de Fada e essa mistura distópica que a
    autora fez, me faz querer cada vez mais esse livro, que infelizmente ainda
    não tenho e não pude ler.Sua resenha esta muito boa e contribuiu para
    aumentar ainda mais o meu desejo pelo livro.

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  11. Vitória Rodrigues3 de março de 2013 07:33

    Eu li o livro porque um monte de gente estava recomendando, enrolei um longo (realmente longo) tempo para lê-lo e quando li, eu até achei bom. Pensei que seria mais meloso, uma coisa meio insuportável. Mas é legalzinho. Não falo que foi o melhor livro que li no mês, ou o que seja, mas não é um que eu não possa chegar a recomendar a ninguém, sabe? Por isso, entendo o que quer dizer.

    Beijos,

    Shake Your World

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